{"id":17271,"date":"2023-05-20T07:58:45","date_gmt":"2023-05-20T05:58:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.piratasdenabia.com\/historia-da-ilha-de-ons\/"},"modified":"2025-04-03T22:50:56","modified_gmt":"2025-04-03T20:50:56","slug":"historia-da-ilha-de-ons","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.piratasdenabia.com\/pt-pt\/ilha-de-ons\/historia-da-ilha-de-ons\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da ilha de Ons"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<div>As primeiras povoa\u00e7\u00f5es datam da Idade do Bronze<\/div>\n<h1>Hist\u00f3ria da ilha de Ons<\/h1>\n<div>\n<p><span>Os primeiros utens\u00edlios l\u00edticos que apareceram no <\/span><strong>arquip\u00e9lago de Ons<\/strong><span> s\u00e3o do Paleol\u00edtico (est\u00e3o conservados no <\/span><a title=\"Museu Provincial de Pontevedra\" href=\"http:\/\/www.museo.depo.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><br \/>\n  <strong>Museu Provincial de Pontevedra<\/strong><br \/>\n<\/a><span>), mas os primeiros povoados encontrados datam da Idade do Bronze.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<h2>Conhecer a hist\u00f3ria da ilha de Ons<\/h2>\n<div>\n<p>O castro encontrado no Canexol<strong>(Castelo dos Mouros<\/strong>) ainda n\u00e3o foi escavado e conserva a sua estrutura defensiva circular. No norte da ilha, foi encontrado um outro castro mais pequeno<strong>(A Cova da Loba<\/strong>).  O primeiro dos fortes foi romanizado por volta do s\u00e9culo I, embora quase n\u00e3o tenham sido encontrados vest\u00edgios da \u00e9poca (a falta de levantamentos arqueol\u00f3gicos impossibilita o registo). Os romanos baptizaram a ilha de Ons como insula Aunios, tal como citado por Pl\u00ednio &#8220;o Velho&#8221; na sua descri\u00e7\u00e3o da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica.<\/p>\n<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/IMG_4893.jpg\" alt=\"Praia de Dornas na Ilha de Ons\"><\/p>\n<h2>Ilhas de Ons na Idade M\u00e9dia<\/h2>\n<div>\n<p>Mas foi s\u00f3 na Idade M\u00e9dia que o <strong>arquip\u00e9lago de Ons<\/strong> passou a ser mencionado com mais frequ\u00eancia. No ano de 899 est\u00e1 escrito na doa\u00e7\u00e3o da ilha feita pelo rei Afonso III ao bispo de Compostela, cujo Cabildo veio a ter a posse da ilha at\u00e9 ao s\u00e9culo XV. XVI. A exist\u00eancia de um t\u00famulo antropom\u00f3rfico (<strong><br \/>\n  <em>Laxe dos Cregos<\/em><br \/>\n<\/strong>) na <strong>Zona dos Cans<\/strong> leva-nos a crer que ali ter\u00e1 existido um convento, ou um eremita; segundo a tradi\u00e7\u00e3o, este t\u00famulo &#8211; vis\u00edvel na mar\u00e9 baixa &#8211; \u00e9 o de um monge que viveu nesta ilha.<\/p>\n<p>No s. XVI, o <strong>arquip\u00e9lago de Ons<\/strong> passou para as m\u00e3os de uma fam\u00edlia nobre, os Montenegro. No final deste s\u00e9culo, o cerco dos cors\u00e1rios e piratas ingleses, liderados por Francis Drake, come\u00e7ou e terminou com a fuga dos ilh\u00e9us para a costa. Durante a Guerra da Independ\u00eancia, foram constru\u00eddas duas baterias, o Castelo das Rodas (a norte) e a fortaleza do Pereir\u00f3 (a sul), mas pouco resta delas, pois a pedra foi aproveitada para a constru\u00e7\u00e3o das novas casas. A cria\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica de salga de Valladares (conhecida como <em>O Almac\u00e9n<\/em>) atraiu definitivamente para a <strong>ilha de Ons<\/strong> pessoas provenientes de Bueu e Cangas, que far\u00e3o da pesca a sua principal atividade econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1920, as ilhas foram repovoadas com pinheiros para a explora\u00e7\u00e3o da madeira para a constru\u00e7\u00e3o naval. Em 1929, Manuel Riob\u00f3 comprou o <strong>arquip\u00e9lago de Ons<\/strong> e ocupou a f\u00e1brica de salga para construir uma unidade de secagem de congro e polvo e comercializ\u00e1-los. O herdeiro suicidou-se devido \u00e0s suas ideias republicanas no in\u00edcio da guerra civil e deixou a <strong>ilha de Ons<\/strong> sem administra\u00e7\u00e3o direta. O governo de Franco &#8211; no interesse da defesa nacional &#8211; expropriou as ilhas em 1940 com a inten\u00e7\u00e3o de instalar uma base de submarinos, que nunca foi constru\u00edda. A guerra foi seguida de fome, acentuada pela pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e socioecon\u00f3mica da ilha; no entanto, a popula\u00e7\u00e3o continuou a crescer (em 1955, Ons contava 530 habitantes). Durante este per\u00edodo, a ilha foi dotada de escolas e de uma igreja.<\/p>\n<p>Mas as duras condi\u00e7\u00f5es de vida (aus\u00eancia de infra-estruturas e de porto) conduziram ao despovoamento em apenas 20 anos, ao mesmo tempo que se desenvolvia uma atividade tur\u00edstica incipiente. Muitos ilh\u00e9us apenas manter\u00e3o uma resid\u00eancia tempor\u00e1ria. Atualmente, a <strong>ilha de Ons<\/strong> \u00e9 a \u00fanica das ilhas atl\u00e2nticas com uma popula\u00e7\u00e3o est\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ao longo destes s\u00e9culos, os colonos da <strong>ilha de Ons<\/strong> pagaram rendas, primeiro ao arcebispo e depois \u00e0s fam\u00edlias de Montenegro e Valladares. Ainda na primeira metade do s\u00e9culo XX. XX os ilh\u00e9us pagavam rendas das suas casas \u00e0 fam\u00edlia Riob\u00f3 e eram tamb\u00e9m obrigados a vender-lhes todo o polvo que pescavam. E embora atualmente n\u00e3o paguem rendas, os ilh\u00e9us continuam a considerar-se colonos porque as casas onde vivem e as terras n\u00e3o s\u00e3o deles.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9c. XX, a XX o <strong>arquip\u00e9lago de Ons<\/strong> passou pelas m\u00e3os de v\u00e1rios organismos estatais (IRYDA ou ICONA), at\u00e9 1982, altura em que foi transferido para a Xunta de Galicia, e em 1 de julho de 2002 foi integrado no <strong>Parque Nacional Mar\u00edtimo-Terrestre das Ilhas Atl\u00e2nticas<\/strong> da Galiza. Para evitar agress\u00f5es ambientais, foram adoptadas v\u00e1rias medidas de prote\u00e7\u00e3o, para al\u00e9m do Parque: em 2001, a <strong>Ilha de Ons<\/strong> foi demarcada como ZPE [Zona de Prote\u00e7\u00e3o Especial para as Aves]; em 2004, o Complexo Intertidal Ons-O Grove foi declarado S\u00edtio de Import\u00e2ncia Comunit\u00e1ria; tamb\u00e9m em 2004, Zona de Prote\u00e7\u00e3o Especial para os Valores Naturais; e Zona OSPAR (em 2008).<\/p>\n<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/faro.jpg\" alt=\"Farol de Ons\"><\/p>\n<h2>Os centros populacionais da ilha de Ons<\/h2>\n<div>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o da <strong>ilha de Ons <\/strong>era bastante densa no passado, e os edif\u00edcios distribuem-se ao longo da parte oriental, mais isolada, desde os p\u00e2ntanos at\u00e9 \u00e0 costa. Existem 9 aldeias que est\u00e3o estatisticamente agrupadas num \u00fanico n\u00facleo, Ons:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: left;\"><strong>O Curro<\/strong>: \u00e9 a aldeia mais povoada (pode ser considerada a capital da ilha), \u00e9 urbanizada e nela se concentram o porto, os restaurantes e bares, a loja e a igreja.<\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><strong>O Ca\u00f1o<\/strong>: \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o de <em>O Curro<\/em>, ao longo do caminho que sobe at\u00e9 ao farol.<\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><strong>O Cucorno<\/strong>: a maior e mais alta aldeia da ilha, ocupa as encostas da colina onde se encontra o farol.<\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><strong>O Laverco<\/strong>: outra aldeia alta, situada ao lado de <em>O Cucorno<\/em>.<\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><strong>O Cent<\/strong> olo (ou <em>Sentulo<\/em>): o mais a norte de todos, com cinco casas situadas numa zona bastante elevada.<\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><strong>Melide<\/strong>: tr\u00eas casas no caminho para o farol, muito perto de <em>O Centolo<\/em>.<\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><strong>A Chan da P\u00f3lvora<\/strong>: meia d\u00fazia de casas um pouco afastadas do caminho que sobe para o farol. \u00c9 aqui que se situa o parque de campismo da ilha.<\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><strong>Canexol<\/strong>: situado \u00e0 beira-mar, em dire\u00e7\u00e3o ao sul da ilha, onde se encontra o cemit\u00e9rio.<\/li>\n<li style=\"text-align: left;\"><strong>Pereir\u00f3<\/strong>: \u00e9 o extremo sul da ilha, tamb\u00e9m um dos maiores, situado numa das zonas mais f\u00e9rteis da ilha.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A <strong>ilha de Ons<\/strong> \u00e9 sazonalmente povoada e s\u00e3o muito poucos os ilh\u00e9us que a\u00ed permanecem durante todo o ano. J\u00e1 na primavera, os habitantes locais que emigraram para o continente regressam para passar a \u00e9poca de ver\u00e3o em casa. Este facto, juntamente com as centenas de visitantes e campistas que se deslocam ao arquip\u00e9lago, confirma que a popula\u00e7\u00e3o ultrapassa o meio milhar de habitantes.<\/p>\n<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/IMG_9080_2.jpg\" alt=\"Praia da Ilha de Ons\"><\/p>\n<h2>A vida na ilha de Ons<\/h2>\n<div>\n<p>A pesca foi sempre a principal atividade econ\u00f3mica dos ilh\u00e9us e era exercida em embarca\u00e7\u00f5es tradicionais, algumas das quais ainda subsistem. O dorn \u00e9 pequeno, feito de madeira, com uma proa alta e curva, uma quilha profunda e \u00e9 remado, embora tamb\u00e9m possa andar \u00e0 vela. A gamela \u00e9 mais plana, com popa e fundo rectos, o que a torna mais manobr\u00e1vel no interior da <strong>ria de Pontevedra<\/strong>. As artes de pesca utilizadas nestas embarca\u00e7\u00f5es para capturar polvo, caranguejo e outros moluscos t\u00eam sido o palangre (uma linha que se estende at\u00e9 ao mar e tem v\u00e1rios anz\u00f3is) e os covos (jaulas onde se coloca o isco e onde a presa pode entrar sem conseguir sair).<\/p>\n<p>E embora a pesca proporcionasse rendimentos (eram vendidos nos mercados de peixe de Bueu e Cangas), a agricultura e a cria\u00e7\u00e3o de gado complementavam a alimenta\u00e7\u00e3o e os rendimentos da fam\u00edlia. Na <strong>ilha de Ons<\/strong> havia culturas de centeio, feij\u00e3o, milho, batata e trigo, que eram trabalhadas depois da pesca.<\/p>\n<\/div>\n<h2>Lendas e supersti\u00e7\u00f5es na ilha de Ons<\/h2>\n<div>\n<p>Na <strong>ilha de Ons <\/strong>existem muitas lendas que se misturam com as cren\u00e7as e tradi\u00e7\u00f5es populares da Galiza. O isolamento e a falta de servi\u00e7os geraram uma cultura popular \u00fanica, onde se destaca o conhecimento das plantas medicinais, mas tamb\u00e9m a cren\u00e7a em mitos e supersti\u00e7\u00f5es. A <strong>Santa Compa\u00f1a<\/strong> (prociss\u00e3o das almas penadas que anunciam a morte) \u00e9 um bom exemplo de como algumas supersti\u00e7\u00f5es est\u00e3o profundamente enraizadas. Diz-se que entra em Ons pelo <em>ponto Centolo<\/em> &#8211; vindo de Noalla &#8211; e que depois de sair desaparece pelo cemit\u00e9rio.<\/p>\n<p>Outro dos mais comuns \u00e9 o <strong>mau-olhado<\/strong>. Em Ons diz-se que para fazer mau-olhado a algu\u00e9m \u00e9 preciso ir a Beluso, levar um sapo, colocar um peda\u00e7o da roupa dessa pessoa na sua boca e conjur\u00e1-lo. Para isso tens de ir \u00e0 praia, fazer 18 bolas de algas, colocar metade \u00e0 direita e metade \u00e0 esquerda, atirar as nove da direita ao mar recitando<em>&#8220;Ondas do mar sagrado<\/em> \/ <em>Tirame o aire de morto<\/em> \/ <em>de vivo ou escomulgado<\/em>&#8220;, e depois deixar as outras nove a secar na lareira em casa, para terminar atirando-as ao mar.<\/p>\n<p>Diz-se tamb\u00e9m que no <em>Buraco do Inferno<\/em> (um abismo com 5 metros de di\u00e2metro e 40 metros de profundidade situado a sul) se ouvem os lamentos das almas que sofrem tormentos pelos seus pecados, quando h\u00e1 um vendaval. Este som tem origem quando o mar bate na rocha.  Al\u00e9m disso, a <em>lenda do touro<\/em> diz que um touro com chifres de ouro nos protege do &#8220;mundo dos mortos&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/MG_0273.jpg\" alt=\"Praia da Ilha de Ons\"><\/p>\n<h2>Patrim\u00f3nio edificado na ilha de Ons<\/h2>\n<div>\n<p>Existem v\u00e1rios elementos patrimoniais que podemos <strong>visitar em Ons<\/strong>. O mais importante \u00e9 o <strong>farol de Ons<\/strong>, um dos maiores e mais extensos de Espanha. Est\u00e1 situado em <em>O Cucorro<\/em>, na parte mais alta da ilha, e \u00e9 obra do arquiteto Rafael de la Cerda, que construiu outro id\u00eantico na localidade de A R\u00faa. Foi aceso pela primeira vez em 1865, ladrilhado em 1932 e foi um dos \u00faltimos far\u00f3is de petr\u00f3leo pressurizado &#8211; juntamente com os de S\u00e1lvora e As Sisargas &#8211; a existir, uma vez que passou a ser alimentado por energia fotovoltaica a partir de 1990.<\/p>\n<p>Outros pontos de interesse do ponto de vista patrimonial s\u00e3o as baterias em ru\u00ednas (As Rodas a norte do cais e do Castelo a sul), os <strong>fortes de Canexol<\/strong> e <strong>A Cova<\/strong>, o antigo cemit\u00e9rio de Canexol (com mais de 200 anos) e a moderna igreja de San Joaqu\u00edn, provavelmente constru\u00edda sobre uma mais antiga.<\/p>\n<\/div>\n<h2>Ilha de Ons<\/h2>\n<p><!--more--><br \/>\n<!-- 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En el norte de la isla se hall\\u00f3 otro castro (<strong>A Cova da Loba<\\\/strong>), de dimensiones m\\u00e1s peque\\u00f1as. El primero de los castros fue romanizado en torno al siglo I, aunque apenas se han encontrado vestigios de la \\u00e9poca (la falta de prospecciones arqueol\\u00f3gicas imposibilita la existencia de un registro). Los romanos bautizaron a la\\u00a0isla de Ons como\\u00a0insula Aunios, como cita Plinio \\u2018el Viejo\\u2019 en su descripci\\u00f3n de la Pen\\u00ednsula Ib\\u00e9rica.<\\\/p>\",\"margin\":\"medium\",\"margin_remove_bottom\":false,\"margin_remove_top\":true,\"maxwidth\":\"xlarge\",\"maxwidth_breakpoint\":\"m\",\"text_align\":\"left\",\"text_align_breakpoint\":\"s\",\"text_align_fallback\":\"center\"}},{\"type\":\"text\",\"props\":{\"block_align\":\"center\",\"column_breakpoint\":\"m\",\"content\":\"\",\"margin\":\"default\",\"maxwidth\":\"2xlarge\",\"text_align\":\"center\",\"text_style\":\"lead\"}}]},{\"type\":\"column\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"position_sticky_breakpoint\":\"m\",\"vertical_align\":\"middle\",\"width_small\":\"1-2\"},\"children\":[{\"type\":\"image\",\"props\":{\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/06\\\/IMG_4893.jpg\",\"image_alt\":\"Playa de Dornas Isla de Ons\",\"image_border\":\"rounded\",\"image_loading\":true,\"image_svg_color\":\"emphasis\",\"image_width\":\"650\",\"margin\":\"default\",\"margin_remove_bottom\":false}}]}]},{\"type\":\"row\",\"props\":{\"column_gap\":\"large\",\"layout\":\"1-2,1-2\",\"row_gap\":\"large\"},\"children\":[{\"type\":\"column\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"position_sticky_breakpoint\":\"m\",\"width_small\":\"1-2\"},\"children\":[{\"type\":\"headline\",\"props\":{\"content\":\"Islas de Ons<br \\\/>en la Edad Media\",\"maxwidth\":\"xlarge\",\"maxwidth_breakpoint\":\"s\",\"text_align\":\"left\",\"text_align_breakpoint\":\"s\",\"text_align_fallback\":\"center\",\"title_element\":\"h2\",\"title_style\":\"h1\"}},{\"type\":\"divider\",\"props\":{\"divider_align\":\"left\",\"divider_align_breakpoint\":\"s\",\"divider_align_fallback\":\"center\",\"divider_element\":\"div\",\"divider_style\":\"small\"}},{\"type\":\"text\",\"props\":{\"column_breakpoint\":\"m\",\"content\":\"\n\n<p>Pero hasta la Edad Media no se menciona el <strong>archipi\\u00e9lago de Ons<\\\/strong> con m\\u00e1s frecuencia. En el a\\u00f1o 899 aparece escrito en la donaci\\u00f3n de la isla que realiza el rey Alfonso III al obispo de compostelano, y cuyo Cabildo pasa a tener posesi\\u00f3n hasta el s. XVI. La existencia de un sepulcro antropomorfo (<strong><em>Laxe dos Cregos<\\\/em><\\\/strong>) en la <strong>Area dos Cans<\\\/strong> hace creer que existi\\u00f3 un convento, o alg\\u00fan eremita; seg\\u00fan la tradici\\u00f3n, esta tumba -visible con marea baja- es la de un monje que habit\\u00f3 esta isla.<\\\/p>\\n\n\n<p>En el s. XVI el <strong>archipi\\u00e9lago de Ons<\\\/strong> pas\\u00f3 a manos de una familia de nobles, los Montenegro. A finales de este siglo comenz\\u00f3 el asedio de corsarios ingleses y piratas, con Francis Drake a la cabeza, que termin\\u00f3 con la huida de los isle\\u00f1os a la costa. Durante la Guerra de la Independencia se construyeron dos bater\\u00edas, el Castelo das Rodas (al norte) y la fortaleza de Pereir\\u00f3 (al sur), pero poco se conservan de ellas, pues la piedra se utiliz\\u00f3 para la construcci\\u00f3n de las nuevas viviendas. La creaci\\u00f3n de la f\\u00e1brica de salaz\\u00f3n de Valladares (conocida como <em>O Almac\\u00e9n<\\\/em>) s\\u00ed atrajo definitivamente gente de Bueu y Cangas a la <strong>Isla de Ons<\\\/strong>, y que har\\u00edan de la pesca su actividad econ\\u00f3mica principal.<\\\/p>\\n\n\n<p>En la d\\u00e9cada de 1920 las islas se repueblan con pinos para explotar la madera en la construcci\\u00f3n de barcos. En 1929 Manuel Riob\\u00f3 compr\\u00f3 el <strong>archipi\\u00e9lago de Ons<\\\/strong>, y ocup\\u00f3 la f\\u00e1brica de salaz\\u00f3n para construir un secadero de congrio y pulpo y comercializarlo. El heredero se suicid\\u00f3 por sus ideas republicanas en el comienzo de la Guerra Civil y dej\\u00f3 la <strong>isla de Ons<\\\/strong> sin gesti\\u00f3n directa. El gobierno franquista -en aras de la defensa nacional- expropi\\u00f3 las islas en 1940 con la intenci\\u00f3n de instalar una base de submarinos, que nunca llegar\\u00eda a constituirse. A la guerra le sigui\\u00f3 la hambruna, acentuada por la propia situaci\\u00f3n geogr\\u00e1fica y socioecon\\u00f3mica de la isla; sin embargo la poblaci\\u00f3n no dej\\u00f3 de crecer (en 1955 Ons lleg\\u00f3 a tener censados 530 habitantes). En este periodo se dota a la isla de escuelas e iglesia.<\\\/p>\\n\n\n<p>Pero las duras condiciones de vida (falta de infraestructuras o carencia de un puerto) motivaron el despoblamiento en apenas 20 a\\u00f1os, a la par que comenzaba a desarrollarse una incipiente actividad tur\\u00edstica. Muchos isle\\u00f1os s\\u00f3lo mantendr\\u00e1n una residencia temporal. En la actualidad, la <strong>isla de Ons<\\\/strong> es la \\u00fanica de las Islas Atl\\u00e1nticas con poblaci\\u00f3n estable.<\\\/p>\\n\n\n<p>A lo largo de estos siglos, los colonos de la <strong>isla de Ons<\\\/strong> pagaban rentas al Arzobispo, primero, y a las familias de Montenegro y Valladares, despu\\u00e9s. Todav\\u00eda en la primera mitad del s. XX los isle\\u00f1os pagaban rentas por sus viviendas a la familia Riob\\u00f3, y adem\\u00e1s estaban obligados a venderles todo el pulpo que pescaban. Y aunque actualmente no se pagan rentas, los isle\\u00f1os se siguen considerando colonos porque las casas donde habitan y las tierras no son suyas.<\\\/p>\\n\n\n<p>En las \\u00faltimas d\\u00e9cadas del s. XX el <strong>archipi\\u00e9lago de Ons<\\\/strong> pas\\u00f3 por las manos de varios organismos estatales (el IRYDA o el ICONA), hasta que en 1982 es transferida a la Xunta de Galicia, y el 1 de julio de 2002 se integra dentro el <strong>Parque Nacional Mar\\u00edtimo-Terrestre de las Illas Atl\\u00e1nticas de Galicia<\\\/strong>. Para evitar agresiones medioambientales se han adoptado varias medidas de protecci\\u00f3n que se unen a la figura del Parque: en 2001 la <strong>Isla de Ons<\\\/strong> se demarc\\u00f3 como ZEPA [Zona de Especial Protecci\\u00f3n para las Aves]; en 2004, el Complejo Intermareal Ons-O Grove, fue declarado Lugar de Importancia Comunitaria; tambi\\u00e9n en 2004, Zona de Especial Protecci\\u00f3n de los Valores Naturales; y Zona OSPAR (en 2008).<\\\/p>\",\"margin\":\"medium\",\"margin_remove_bottom\":false,\"margin_remove_top\":true,\"maxwidth\":\"xlarge\",\"maxwidth_breakpoint\":\"m\",\"text_align\":\"left\",\"text_align_breakpoint\":\"s\",\"text_align_fallback\":\"center\"}}]},{\"type\":\"column\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"order_first\":\"s\",\"position_sticky_breakpoint\":\"m\",\"width_small\":\"1-2\"},\"children\":[{\"type\":\"image\",\"props\":{\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/05\\\/faro.jpg\",\"image_alt\":\"Faro de Ons\",\"image_border\":\"rounded\",\"image_svg_color\":\"emphasis\",\"image_width\":\"650\",\"margin\":\"default\"}}]}]}]},{\"name\":\"Informaci\\u00f3n\",\"type\":\"section\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"padding\":\"none\",\"padding_remove_bottom\":true,\"style\":\"default\",\"title\":\"Un para\\u00edso natural en Galicia\",\"title_breakpoint\":\"xl\",\"title_position\":\"center-right\",\"title_rotation\":\"left\",\"vertical_align\":\"\",\"width\":\"large\"},\"children\":[{\"type\":\"row\",\"props\":{\"column_gap\":\"large\",\"layout\":\"1-2,1-2\",\"row_gap\":\"large\"},\"children\":[{\"type\":\"column\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"position_sticky_breakpoint\":\"m\",\"vertical_align\":\"middle\",\"width_small\":\"1-2\"},\"children\":[{\"type\":\"headline\",\"props\":{\"content\":\"Los n\\u00facleos de poblaci\\u00f3n <br \\\/>de la Isla de Ons\",\"margin_remove_top\":true,\"text_align\":\"center\",\"title_element\":\"h2\",\"title_style\":\"h1\"}},{\"type\":\"divider\",\"props\":{\"divider_align\":\"center\",\"divider_align_breakpoint\":\"s\",\"divider_align_fallback\":\"center\",\"divider_element\":\"div\",\"divider_style\":\"small\"}},{\"type\":\"text\",\"props\":{\"column_breakpoint\":\"m\",\"content\":\"\n\n<p>La poblaci\\u00f3n de la <strong>Isla de Ons <\\\/strong>fue bastante densa en el pasado, y las edificaciones se distribuyen por la parte oriental -m\\u00e1s recogida- desde los p\\u00e1ramos hasta la costa. Hay 9 aldeas que estad\\u00edsticamente est\\u00e1n agrupadas en un solo n\\u00facleo, Ons:<\\\/p>\\n\n\n<ul>\\n\n\n<li style=\\\"text-align: left;\\\"><strong>O Curro<\\\/strong>: es la aldea m\\u00e1s poblada (se puede considerar la capital de la isla), est\\u00e1 urbanizada y en ella se concentran el puerto, los restaurantes y bares, la tienda y la iglesia.<\\\/li>\\n\n\n<li style=\\\"text-align: left;\\\"><strong>O Ca\\u00f1o<\\\/strong>: es la continuaci\\u00f3n de <em>O Curro<\\\/em>, por la pista que sube al faro.<\\\/li>\\n\n\n<li style=\\\"text-align: left;\\\"><strong>O Cucorno<\\\/strong>: es la aldea m\\u00e1s extensa y m\\u00e1s alta de la isla, ocupa la falda del monte donde est\\u00e1 el faro.<\\\/li>\\n\n\n<li style=\\\"text-align: left;\\\"><strong>O Laverco<\\\/strong>: otra aldea alta, situada junto a <em>O Cucorno<\\\/em>.<\\\/li>\\n\n\n<li style=\\\"text-align: left;\\\"><strong>O Centolo<\\\/strong> (o <em>Sentulo<\\\/em>): la m\\u00e1s septentrional de todas, con cinco casas situadas en una zona bastante alta.<\\\/li>\\n\n\n<li style=\\\"text-align: left;\\\"><strong>Melide<\\\/strong>: son tres casas que est\\u00e1n yendo hacia el faro, muy cerca de <em>O Centolo<\\\/em>.<\\\/li>\\n\n\n<li style=\\\"text-align: left;\\\"><strong>A Chan da P\\u00f3lvora<\\\/strong>: media docena de casas algo desviadas de la pista que sube al faro. Aqu\\u00ed se ubica el camping de la isla.<\\\/li>\\n\n\n<li style=\\\"text-align: left;\\\"><strong>Canexol<\\\/strong>: situada en la ribera del mar, hacia el sur de la isla, donde est\\u00e1 el cementerio.<\\\/li>\\n\n\n<li style=\\\"text-align: left;\\\"><strong>Pereir\\u00f3<\\\/strong>: es la m\\u00e1s meridional de la isla, tambi\\u00e9n de las m\\u00e1s grandes, situada en uno de los m\\u00e1s f\\u00e9rtiles de la isla.<\\\/li>\\n<\\\/ul>\\n\n\n<p>La <strong>Isla de Ons<\\\/strong> tiene un poblamiento estacional, y es muy bajo el n\\u00famero de isle\\u00f1os que permanecen en ella todo el a\\u00f1o. Ya desde primavera, los vecinos que emigraron al continente regresan para pasar la temporada estival en sus casas. Esto, unido a los cientos de visitantes y campistas que se acercan al archipi\\u00e9lago, confirma que la poblaci\\u00f3n supera el medio millar de habitantes.<\\\/p>\",\"margin\":\"medium\",\"margin_remove_top\":true,\"maxwidth\":\"xlarge\",\"maxwidth_breakpoint\":\"m\",\"text_align\":\"center\",\"text_align_fallback\":\"center\"}}]},{\"type\":\"column\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"position_sticky_breakpoint\":\"m\",\"vertical_align\":\"middle\",\"width_small\":\"1-2\"},\"children\":[{\"type\":\"image\",\"props\":{\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/05\\\/IMG_9080_2.jpg\",\"image_alt\":\"Playa Isla de Ons\",\"image_border\":\"rounded\",\"image_height\":\"800\",\"image_loading\":true,\"image_svg_color\":\"emphasis\",\"image_width\":\"650\",\"margin\":\"default\"}}]}]}]},{\"name\":\"Call to Action\",\"type\":\"section\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"padding_remove_top\":false,\"style\":\"default\",\"title_breakpoint\":\"xl\",\"title_position\":\"top-left\",\"title_rotation\":\"left\",\"vertical_align\":\"\",\"width\":\"\"},\"children\":[{\"type\":\"row\",\"props\":{\"layout\":\"1-2,1-2\"},\"children\":[{\"type\":\"column\",\"props\":{\"css\":\".el-column {\\n\\tmin-height: 500px;\\n}\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/02\\\/DSC9271.jpeg\",\"image_position\":\"center-center\",\"image_size\":\"cover\",\"image_width\":\"1250\",\"position_sticky_breakpoint\":\"m\",\"width_medium\":\"1-2\"}},{\"type\":\"column\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"padding\":\"large\",\"position_sticky_breakpoint\":\"m\",\"style\":\"tile-default\",\"vertical_align\":\"middle\",\"width_medium\":\"1-2\"},\"children\":[{\"type\":\"headline\",\"props\":{\"content\":\"La vida en la Isla de Ons\",\"maxwidth\":\"large\",\"maxwidth_breakpoint\":\"m\",\"text_align\":\"left\",\"text_align_breakpoint\":\"m\",\"text_align_fallback\":\"center\",\"title_element\":\"h2\",\"title_style\":\"h1\"}},{\"type\":\"divider\",\"props\":{\"divider_align\":\"left\",\"divider_align_breakpoint\":\"m\",\"divider_align_fallback\":\"center\",\"divider_element\":\"div\",\"divider_style\":\"small\"}},{\"type\":\"text\",\"props\":{\"column_breakpoint\":\"m\",\"content\":\"\n\n<p>La pesca siempre fue la actividad econ\\u00f3mica principal de los isle\\u00f1os y se realizaba en embarcaciones tradicionales, de las que todav\\u00eda quedan algunas. La dorna es peque\\u00f1a, de madera de proa alta y curva, quilla profunda y se mueve a remo, aunque tambi\\u00e9n puede portar vela. La gamela es m\\u00e1s plana, con la popa y el fondo rectos, que la hacen m\\u00e1s manejable en el interior de la <strong>r\\u00eda de Pontevedra<\\\/strong>. Las artes de pesca que se han empleado en estas embarcaciones para pescar pulpo, n\\u00e9cora y otros mariscos han sido el palangre (un cabo que se extiende en la mar y que tiene varios anzuelos) y las nasas (jaulas donde se pone un cebo y las presas entran sin poder salir).<\\\/p>\\n\n\n<p>Y mientras que la pesca proporcion\\u00f3 ganancias (se vend\\u00eda en las lonjas de Bueu y Cangas), la agricultura y la ganader\\u00eda completaban la alimentaci\\u00f3n y los ingresos familiares. En la <strong>isla de Ons<\\\/strong> hab\\u00eda cultivos de centeno, habas ma\\u00edz, patata y trigo, que se trabajaban despu\\u00e9s de venir de pescar.<\\\/p>\",\"margin\":\"small\",\"margin_remove_top\":true,\"maxwidth\":\"large\",\"maxwidth_breakpoint\":\"m\",\"text_align\":\"left\",\"text_align_breakpoint\":\"m\",\"text_align_fallback\":\"center\"}}]}]}]},{\"name\":\"Informaci\\u00f3n\",\"type\":\"section\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"padding\":\"none\",\"padding_remove_bottom\":true,\"style\":\"default\",\"title\":\"Un para\\u00edso natural en Galicia\",\"title_breakpoint\":\"xl\",\"title_position\":\"center-right\",\"title_rotation\":\"left\",\"vertical_align\":\"\",\"width\":\"large\"},\"children\":[{\"type\":\"row\",\"props\":{\"column_gap\":\"large\",\"layout\":\"1-2,1-2\",\"row_gap\":\"large\"},\"children\":[{\"type\":\"column\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"position_sticky_breakpoint\":\"m\",\"vertical_align\":\"middle\",\"width_small\":\"1-2\"},\"children\":[{\"type\":\"headline\",\"props\":{\"content\":\"Leyendas y supersticiones <br \\\/>en la Isla de Ons\",\"margin_remove_top\":true,\"text_align\":\"center\",\"title_element\":\"h2\",\"title_style\":\"h1\"}},{\"type\":\"divider\",\"props\":{\"divider_align\":\"center\",\"divider_align_breakpoint\":\"s\",\"divider_align_fallback\":\"center\",\"divider_element\":\"div\",\"divider_style\":\"small\"}},{\"type\":\"text\",\"props\":{\"column_breakpoint\":\"m\",\"content\":\"\n\n<p>En la <strong>isla de Ons <\\\/strong>existen muchas leyendas que se entremezclan con las creencias y tradiciones populares de Galicia. Y es que el aislamiento y la falta de servicios han generado una cultura popular \\u00fanica, donde destaca el conocimiento sobre plantas medicinales, pero tambi\\u00e9n la creencia en mitos y supersticiones. La <strong>Santa Compa\\u00f1a<\\\/strong> (procesi\\u00f3n de almas en pena que anuncian la muerte) es un buen ejemplo del arraigo que tiene algunas supersticiones. Se dice en que en Ons entra por <em>punta Centolo<\\\/em> -proveniente de Noalla- y que tras dejar aviso desaparece por el cementerio.<\\\/p>\\n\n\n<p>Otra de las m\\u00e1s comunes es el <strong>mal de ojo<\\\/strong>. En Ons se dice que para echar mal de ojo a alguien hay que ir a Beluso, traer un sapo, meterle un trozo de ropa de esa persona en la boca y conjurarlo. Para esto hay que ir a la playa, hacer 18 bolas de algas, poner mitad a la derecha y la otra mitad a la izquierda, tirar al mar las nueve de la derecha recitando \\u00ab<em>Ondas do mar sagrado<\\\/em> \\\/ <em>Tirame o aire de morto<\\\/em> \\\/ <em>de vivo ou escomulgado<\\\/em>\\u00bb, y luego dejar secar en la lareira de casa las otras nueve, para acabar tir\\u00e1ndolas en el mar.<\\\/p>\\n\n\n<p>Tambi\\u00e9n se dice que en el <em>Buraco do Inferno<\\\/em> (una sima de 5 metros de di\\u00e1metro y 40 de profundidad situada en el sur) se oyen los lamentos de las almas que sufren tormento por sus pecados cuando hay vendaval. Este sonido tiene origen cuando el mar golpea la roca.\\u00a0 Adem\\u00e1s, la <em>leyenda del toro<\\\/em> dice que un astado con cuernos de oro nos protege del \\u201cmundo de los muertos\\u201d.<\\\/p>\",\"margin\":\"medium\",\"margin_remove_top\":true,\"maxwidth\":\"xlarge\",\"maxwidth_breakpoint\":\"m\",\"text_align\":\"center\",\"text_align_fallback\":\"center\"}}]},{\"type\":\"column\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"position_sticky_breakpoint\":\"m\",\"vertical_align\":\"middle\",\"width_small\":\"1-2\"},\"children\":[{\"type\":\"image\",\"props\":{\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/04\\\/MG_0273.jpg\",\"image_alt\":\"Playa Isla de Ons\",\"image_border\":\"rounded\",\"image_height\":\"800\",\"image_loading\":true,\"image_svg_color\":\"emphasis\",\"image_width\":\"650\",\"margin\":\"default\"}}]}]}]},{\"name\":\"Call to Action\",\"type\":\"section\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"padding_remove_top\":false,\"style\":\"default\",\"title_breakpoint\":\"xl\",\"title_position\":\"top-left\",\"title_rotation\":\"left\",\"vertical_align\":\"\",\"width\":\"\"},\"children\":[{\"type\":\"row\",\"props\":{\"layout\":\"1-2,1-2\"},\"children\":[{\"type\":\"column\",\"props\":{\"css\":\".el-column {\\n\\tmin-height: 500px;\\n}\",\"image\":\"wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/05\\\/ZX_1790.jpg\",\"image_position\":\"center-center\",\"image_size\":\"cover\",\"image_width\":\"1250\",\"position_sticky_breakpoint\":\"m\",\"width_medium\":\"1-2\"}},{\"type\":\"column\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"padding\":\"large\",\"position_sticky_breakpoint\":\"m\",\"style\":\"tile-default\",\"vertical_align\":\"middle\",\"width_medium\":\"1-2\"},\"children\":[{\"type\":\"headline\",\"props\":{\"content\":\"Patrimonio construido en la Isla de Ons\",\"maxwidth\":\"large\",\"maxwidth_breakpoint\":\"m\",\"text_align\":\"left\",\"text_align_breakpoint\":\"m\",\"text_align_fallback\":\"center\",\"title_element\":\"h2\",\"title_style\":\"h1\"}},{\"type\":\"divider\",\"props\":{\"divider_align\":\"left\",\"divider_align_breakpoint\":\"m\",\"divider_align_fallback\":\"center\",\"divider_element\":\"div\",\"divider_style\":\"small\"}},{\"type\":\"text\",\"props\":{\"column_breakpoint\":\"m\",\"content\":\"\n\n<p>Son varios los elementos patrimoniales que podemos <strong>visitar en Ons<\\\/strong>. El m\\u00e1s importante es el <strong>faro de Ons<\\\/strong>, uno de los m\\u00e1s grandes y de mayor alcance en Espa\\u00f1a. Est\\u00e1 situado en <em>O Cucorro<\\\/em>, en la parte m\\u00e1s alta de la isla, y es obra del arquitecto Rafael de la Cerda, qui\\u00e9n construy\\u00f3 otro id\\u00e9ntico en la illa de A R\\u00faa. Se encendi\\u00f3 por vez primera en 1865, se revisti\\u00f3 con azulejos en 1932, y fue de los \\u00faltimos faros de petr\\u00f3leo a presi\\u00f3n -con los de S\\u00e1lvora y As Sisargas- que existieron, ya que partir de 1990 funcion\\u00f3 con energ\\u00eda fotovoltaica.<\\\/p>\\n\n\n<p>Otros puntos de inter\\u00e9s desde el punto de vista patrimonial son las bater\\u00edas en ruinas (la de As Rodas al norte del muelle y la do Castelo al sur), el <strong>castro de Canexol<\\\/strong> y el <strong>castro de A Cova<\\\/strong>, el viejo cementerio de Canexol (con m\\u00e1s de 200 a\\u00f1os de antig\\u00fcedad) y la moderna iglesia de San Joaqu\\u00edn, seguramente construida sobre otra m\\u00e1s antigua.<\\\/p>\",\"margin\":\"small\",\"margin_remove_top\":true,\"maxwidth\":\"large\",\"maxwidth_breakpoint\":\"m\",\"text_align\":\"left\",\"text_align_breakpoint\":\"m\",\"text_align_fallback\":\"center\"}}]}]},{\"type\":\"row\",\"children\":[{\"type\":\"column\",\"props\":{\"image_position\":\"center-center\",\"position_sticky_breakpoint\":\"m\"},\"children\":[{\"type\":\"headline\",\"props\":{\"content\":\"Isla de Ons\",\"css\":\".el-image {\\n\\tposition: relative;\\n\\tz-index: 99;\\n}\\n\\n@media (min-width: 960px) {\\n    .el-image {\\n        margin-left: 22%;\\n    \\tmargin-top: -200px;\\n\\t}\\n}\",\"margin\":\"default\",\"margin_remove_bottom\":false,\"position\":\"absolute\",\"position_left\":\"230\",\"position_top\":\"-140\",\"text_align\":\"center\",\"title_color\":\"primary\",\"title_element\":\"h2\",\"title_style\":\"heading-2xlarge\",\"visibility\":\"m\"},\"name\":\"Isla de Ons TXT\"}]}]}]}],\"version\":\"4.5.12\",\"yooessentialsVersion\":\"2.3.9\"} --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As primeiras povoa\u00e7\u00f5es datam da Idade do Bronze Hist\u00f3ria da ilha de Ons Os primeiros utens\u00edlios l\u00edticos que apareceram no arquip\u00e9lago de Ons s\u00e3o do Paleol\u00edtico (est\u00e3o conservados no Museu Provincial de Pontevedra ), mas os primeiros povoados encontrados datam da Idade do Bronze. 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